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INDÚSTRIA DE BICICLETAS REGISTRA MELHOR SETEMBRO DESDE 2011

No acumulado de nove meses, a produção em Manaus cresceu 21,7%, ante igual período de 2018. A tendência é de demanda aquecida até dezembro

Em setembro, a produção das fabricantes de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus – PIM atingiu 110.895 unidades. Segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo, esse volume representa alta de 35,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado (81.590 unidades). Ainda de acordo com a entidade, foi o melhor mês de setembro desde 2011 (81.239 unidades).

No desempenho de setembro com relação a agosto houve redução de 4,8% (116.525 unidades), um recuo pontual que não afetou o resultado do acumulado dos nove meses do ano. De janeiro a setembro foram produzidas 703.739 unidades, correspondendo a um crescimento de 21,7% ante as 578.449 bicicletas fabricadas no mesmo período do ano passado.

De acordo com Cyro Gazola, vice-presidente do Segmento de Bicicletas da Abraciclo, a alta demanda deverá se estender até o fim do ano devido à chegada de um período de clima mais quente que estimula o uso de bicicletas. A projeção da entidade é do segmento produzir 857 mil unidades no presente ano, o que significará uma alta de 10,8% na comparação com 2018 (773.641 unidades).

Na avaliação do executivo, a importância da bicicleta para a melhoria da mobilidade urbana tem ganhado destaque, pois as pessoas procuram cada vez mais este meio de transporte em função de sua flexibilidade, agilidade e economia, facilitando os deslocamentos para o trabalho, escola e lazer. “O maior estímulo para este avanço no uso das bicicletas tem sido a instalação, expansão e mais cuidados de manutenção das redes cicloviárias das médias e grandes cidades brasileiras. Isso faz com que mais pessoas troquem outros meios de transporte pelas bicicletas, tanto compartilhadas como próprias”, complementa.

“Para atender às exigências destes consumidores, as bicicletas fabricadas no PIM reúnem o que há de mais avançado em termos de tecnologia e valor agregado. Com isso, a indústria nacional de bicicletas se torna ainda mais competitiva em relação às marcas globais”, diz Gazola.

RESULTADOS POR CATEGORIA

A categoria de bicicletas urbanas foi a mais fabricada em setembro, com 47.204 unidades. O volume foi 32,5% superior na comparação com o mesmo mês de 2018 (35.614 unidades) e 16,2% inferior em relação a agosto do presente ano (56.297 unidades).

Em segundo lugar, ficou a Mountain Bike (MTB), com 43.471 unidades, aumento de 40,4% ante as 30.967 bicicletas fabricadas em setembro de 2018 e queda de 0,8% na comparação com agosto do presente ano (43.827 unidades).

A categoria Infanto-Juvenil ficou na terceira posição do ranking, com 18.772 unidades, elevação de 28% na comparação com setembro do ano passado (14.664 unidades) e de 22,7% em relação a agosto de 2019 (15.302 unidades).

Na sequência, veio a Estrada, com 1.039 bicicletas, correspondendo a um crescimento de 201,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado (345 unidades) e recuo de 1,2% em relação a agosto do presente ano (1.052 unidades).

Com 409 unidades fabricadas, a categoria Elétrica ficou na quinta colocação. Esse volume representa uma alta de 770,2% ao registrado em agosto de 2019 (47 unidades). No levantamento da Abraciclo não há registro de produção desta categoria em setembro de 2018, pois tais números ainda não eram apurados pela entidade.

No acumulado do ano, a Mountain Bike (MTB), com 327.263 unidades e 46,5% de participação, foi a categoria mais produzida. Depois vieram, a Urbana (270.926 unidades e 38,5%), Infanto-Juvenil (96.801 unidades e 13,8%), Estrada (6.680 unidades e 0,9%) e Elétrica (2.069 unidades e 0,3%).

Confira a seguir as características básicas das bicicletas de cada categoria:

Urbana/Recreacional – caracterizada pelas bicicletas projetadas para mobilidade urbana ou recreação fora da terra. Para isso, oferecem maior conforto, com posição de pedalar mais confortável, amortecimento frontal ou não, pneus slick (com banda lisa) e semi-slick (banda com cravos bem baixos ou desenhos), para-lamas ou não e luzes de segurança.

Mountain Bike (MTB) – bicicletas destinadas ao público adulto, geralmente com aros de 26 a 29 polegadas, quadros full-suspension e/ou amortecimento frontal. Ideais para o uso em trilhas e terrenos acidentados.

Estrada – bicicletas com aro de 700 milímetros, pneus estreitos slick e quadro e garfo sem amortecimento. Destinadas às modalidades de performance no asfalto.

Infanto-Juvenil – bicicletas destinadas ao público de oito a 15 anos, nas quais o tamanho do aro varia entre 20, 24 e 26 polegadas.

Elétrica – inclui bicicletas com aros de 20 até 29 polegadas, de uso urbano/recreacional e Mountain Bike (MTB), que atendem às determinações da Resolução nº 465/2013 do Conselho Nacional de Trânsito – Contran, a saber: potência máxima de 350 watts, funcionamento do motor somente quando o condutor pedala (tipo Pedelec), não dispõem de acelerador ou de qualquer outro dispositivo de variação manual de potência e têm velocidade máxima de 25 km/h, com corte do funcionamento do motor a partir desta aceleração.

A região Sudeste, com 57,1% de participação, foi a que recebeu o maior volume de bicicletas produzidas no PIM de janeiro a setembro deste ano. Na sequência, vieram Sul (16,8%), Nordeste (11,9%), Norte (8,8%) e Centro-Oeste (5,4%).

IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO  

        Em setembro, foram importadas 5.824 bicicletas em todo o território nacional, segundo dados do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat analisados pela Abraciclo. Pelo levantamento, o maior volume veio da China (4.395 unidades e 75,5% de participação). Na sequência, vieram Taiwan (689 unidades e 11,8%) e Vietnã (292 unidades e 5%).

        No acumulado do ano, a importação de bicicletas somou 43.617 unidades, correspondendo a um recuo de 47% ante o mesmo período de 2018 (82.366 unidades). A China também lidera esse ranking (31.556 unidades e 72,3% do total importado), seguida por Taiwan (7.131 unidades e 16,3%) e por Portugal (2.104 unidades e 4,6%).

        Também a partir de dados do portal Comex Stat analisados pela Abraciclo, de janeiro a setembro as exportações de bicicletas brasileiras somaram 10.178 unidades, correspondendo a uma alta de 10,9% na comparação com o mesmo período do ano passado (9.181 unidades). A Argentina representou o principal destinos destas exportações, com 3.778 unidades e 37,1% de participação no total. Em seguida, vieram o Chile (2.679 unidades e 26,3%) e o Paraguai (1.939 unidades e 19,1%).

Sobre a ABRACICLO e o Setor de Duas Rodas

Com 43 anos de história e contando com 14 associadas, a ABRACICLO – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – representa, no País, os interesses dos fabricantes de veículos de duas rodas, além de investir em ações visando a paz no trânsito e a prática da pilotagem segura. A fabricação nacional de motocicletas, quase totalmente concentrada no Polo Industrial de Manaus (PIM), está entre as oito maiores do mundo. No segmento de bicicletas, com as principais fábricas também instaladas no PIM, o Brasil se encontra na quarta posição entre os principais produtores mundiais. No total, as fabricantes do Setor de Duas Rodas geram mais de 12 mil empregos diretos no PIM.

BICICLETAS*

MOTOCICLETAS*

Frota nacional: mais de 70 milhões de unidades

Frota nacional: acima de 27 milhões de unidades

Produção anual: 2,5 milhões

Produção anual: acima de 1 milhão

4º maior produtor mundial

8º maior produtor mundial

(*) Dados do fechamento de 2018.
(**) Excluídas as bicicletas infantis, classificadas como brinquedos.

Para mais informações acesse o site

www.abraciclo.com.br

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Aline Feltrin

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AnaLuiza Tamura          

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Priscila Fabi

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OUTUBRO, 2019

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