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Abraciclo prevê estabilidade e espera fechar 2017 com produção de 910 mil unidades

No ano de 2012 a indústria de motocicletas teve seu melhor ano, com a produção de 2.136.891 milhões de unidades. Para 2017 a Abraciclo, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, prevê 910.000 unidades produzidas.

Segundo análise da associação, voltamos ao patamar de 2002 e, se comparado ao resultado do catastrófico ano de 2016, isso nem é tão ruim assim. Se a previsão se concretizar, a indústria respira “aliviada” pela estabilidade e ainda comemora crescimento de 2,5 % em relação ao ao ano passado.

Na última terça-feira (11), a Abraciclo divulgou os resultados do primeiro semestre, que fechou em queda de 8,8 % (423.750 mil unidades produzidas) se compararmos ao mesmo período do ano passado.

Queda em vendas
Para o atacado (concessionárias), as vendas de janeiro a junho tiveram desempenho parecido com o primeiro semestre de 2016, com 402.315 motos comercializadas, retração de 11%.

O varejo também teve retração de 9% no primeiro semestre, com 427.198 unidades emplacadas. Vale lembrar que nesta conta não entram os ciclomotores, cujo lincenciamento começou a ser exigido pelo Detran no ano passado.

A associação diz que colaboram para queda nas vendas a situação econômica do país e a falta de segurança pública nos centros urbanos. Além disso, o crédito ainda está restrito para a compra de moto financiada. Segundo Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, a cada 10 pedidos, cerca de 2 são aprovados.

O executivo, todavia, estima um melhor cenário para os próximos meses. “Historicamente, o segundo semestre tem melhor desempenho em vendas. Além disso, outros fatores como o Salão Duas Rodas, o 13º salário e a chegada do verão ajudarão a fechar o ano com resultados um pouco mais satisfatórios”, diz.

A alta ficou nas exportações, que tiveram aumento de 4,1% no acumulado, puxado principalmente pela Argentina. De janeiro a junho foram exportadas 32.417 motocicletas, 1,283 a mais do que no primeiro semestre de 2016. Os cinco principais países que recebem motos “made in Brazil” são: Argentina (com praticamente 2/3 das exportações), Colômbia. Estados Unidos, Austrália e Canada.

Outro aumento – este significativo – foi no número de participação de scooters no market share, que fechou o semestre com a fatia de 6,4% do mercado, quase o dobro se comparado aos 3,9 do mesmo perído de 2016.

Veja quais são os países que mais produzem motos no mundo (em milhares)*:

1º Índia 18.830
2º China 16.821
3º Indonésia 4.598
4º Vietnã 3.000
5º Tailândia 1.820
6º Taiwan 1.217
7º Filipinas 1.041
8º Brasil 888
9º Japão 564
10º Malásia 396

 

FONTE: Eventos Motociclísticos - BR

DATA: 18/07/2017

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