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Fieam, Eletros e Abraciclo sugerem medidas econômicas para combater crise

União perderá R$ 2,3 bi com decisão do STF sobre ZFM, diz Ministério da Economia. Foto: Arquivo
Em carta aberta, assinada nesta terça-feira (24), representantes de entidades empresariais sugerem medidas econômicas para combater a crise instalada pelo coronavírus no Brasil. Entre as sugestões estão a adoção de parceria público-privada para produção de equipamentos médico-hospitalares e de medicamentos em larga escala, o adiamento de recolhimento de tributos, além da ampliação do Bolsa Família e do seguro desemprego.
A carta é direcionada ao país e à população do Amazonas. No documento, os representantes da indústria sugerem ao governo federal medidas para “salvar o emprego, a renda e a produção para aliviar os efeitos do surto de coronavírus”.
O documento é assinado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Carlos da Silva, presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Luis Buzato Périco, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), José Jorge do Nascimento Jr. e pelo presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), Marcos Z. Fermanian.
O texto afirma que é papel da Zona Franca de Manaus (ZFM) alertar que a pandemia está “provocando desorganização na cadeia de produção global, com interrupção de suprimentos de bens e serviços e com consequente queda na confiança das famílias e empresas”.
A carta lembra que organismos internacionais projetam risco elevado de recessão global. “Entendemos que as medidas estão na direção correta, mas achamos que, dada a gravidade que vem tomando a crise econômica e seus cenários para o curto e o médio prazos, avaliamos, contudo, que é preciso fazer mais”, diz o documento.
Os representantes da indústria no Amazonas dizem, ainda, que consideram que o período mais crítico da doença no Brasil terá duração de três a seis meses, entre março a agosto, afirmando que os efeitos mais agudos sobre a economia seriam também de mesma duração.
“Neste sentido, estamos recomendando que Governo Federal anuncie imediatamente medidas econômicas de larga escala. Entendemos a importância em preservar a solidez fiscal, mas definitivamente estamos vivendo momentos extraordinários que requer decisões não usuais”, disse.
Em seguida, as entidades listam uma série de medidas a serem adotadas pelos governos. As sugestões incluem parcerias público-privadas para, por exemplo, produção de equipamentos médico-hospitalares e de medicamentos em larga escala. Além disso, há sugestões para manutenção de geração de emprego e renda.
As empresas também solicitam o adiamento de recolhimento de tributos, a ampliação do Bolsa Família e do seguro desemprego.


Clique e leia o documento, na íntegra.

FONTE: Marcos Santos - AM
DATA: 25/03/2020

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