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Mesmo com quedas de produção anuais, Duas Rodas deve permanecer em Manaus

Manaus - A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) revisou a projeção da produção de motocicletas e estima encerrar 2016 com uma queda de 13,7% em relação a 2015, informou o presidente da entidade, Marcos Fermanian, em coletiva nesta quinta-feira (14), em Manaus. A produção deve chegar a 1,09 milhão de unidades. Mesmo com os números negativos, as fabricantes não pensam em deixar a cidade.

Em novembro de 2015, a projeção para o crescimento da produção de motocicletas para 2016 era de 1,28 milhão de unidades, sendo 1,26 milhão de motos na venda no varejo. Oito meses depois, a Abraciclo teve que revisar os números.
“Infelizmente sou portador de más notícias”, disse Fermanian. A projeção agora é fechar 2016 com a produção de 1,09 milhão de unidades, abaixo de 1,26 milhão de motos produzidas em 2015. A previsão é também de vendas a varejo em 1,02 milhão de unidades, menor que os 1,22 milhão de motos vendidas no ano passado.
Os números ruins de produção refletem também no nível de emprego e na produtividade do setor. Atualmente, 14 mil trabalhadores estão empregados no Polo de Duas. Se o nível de emprego e de produção (1,09 milhão) se mantiver, 2016 fechará 78 motocicletas produzidas por cada trabalhador, por ano.
Em 2009, ainda com reflexos da crise, eram 18,5 mil empregados, com 83 motos produzidas a cada trabalhador, com um total de 1,53 milhão de motos fabricadas em Manaus. Em 2011, foi o ano com maior produtividade, com 104 motocicletas produzidas por cada empregado. Naquele ano, os empregos estavam na casa dos 20,4 mil e a produção foi de 2,13 milhões de unidades.
“O setor encolheu significativamente nos últimos quatro, cinco anos, caímos pela metade praticamente. O fato é que os investimentos já foram realizados. Há uma capacidade ociosa na nossa indústria e nós temos informações e indicativos de que, no futuro, é possível reocupar essa capacidade ociosa e voltar a crescer”, disse Fermanian.
Apesar dos números, as fabricantes não pensam em deixar o PIM. “O foco dos nossos investimentos está totalmente concentrado aqui na Zona Franca. Não há nenhuma possibilidade de haver alguma movimentação pra um outro Estado ou sair daqui do País. Muito pelo contrário. A gente já fez investimentos aqui, já produzimos mais de 2 milhões/ano. Temos uma capacidade ociosa que a gente pretende um dia utilizá-la”, afirmou o presidente da Abraciclo.
A Moto Honda, maior fabricante do Polo de Duas, também descarta a saída de Manaus. “Nós estamos aqui no Distrito, no Polo Industrial de Manaus, consolidado com a nossa indústria de Duas Rodas. Está totalmente descartada qualquer alternativa fora do Polo Industrial pra nossa fábrica”, disse o diretor-executivo da Moto Honda, Paulo Takeushi.
A alternativa pela qual as fabricantes têm optado é investir na produção de motocicletas de altas cilindradas e na exportação. Com o câmbio no nível em que está e o desaquecimento do mercado interno, o mercado externo, principalmente a América Latina, tende a ser mais fortemente buscado.

 

FONTE: D24am - AM

DATA: 15/07/2016

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